"Nada há que me domine e que me vença
Quando a minha alma mudamente acorda...
Ela rebenta em flor, ela transborda
Nos alvoroços da emoção imensa."
(Cruz e Sousa)
Palavras Avessas
segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013
O simbolismo traz-nos algumas pérolas. Não podia faltar o Cruz e Sousa nessa lista...
Como poderemos notar no poema abaixo transcrito, a morte é uma das temáticas principais dessa escola literária. Mas não precisamos nos assustar! Tudo é uma questão de ótica, não?! Olha só o que o Cruz e Sousa diz:
O Horror dos Vivos
Ao menos junto dos mortos pode a gente
Crer e esperar n'alguma suavidade:
Crer no doce consolo da saudade
E esperar do descanso eternamente.
Junto aos mortos, por certo, a fé ardente
Não perde a sua viva claridade;
Cantam as aves do céu na intimidade
Do coração o mais indiferente.
Os mortos dão-nos paz imensa à vida,
Não a lembrança vaga, indefinida
Dos seus feitos gentis, nobres, altivos.
Nas lutas vãs do tenebroso mundo
Os mortos são ainda o bem profundo
Que nos faz esquecer o horror dos vivos.
Como poderemos notar no poema abaixo transcrito, a morte é uma das temáticas principais dessa escola literária. Mas não precisamos nos assustar! Tudo é uma questão de ótica, não?! Olha só o que o Cruz e Sousa diz:
O Horror dos Vivos
Ao menos junto dos mortos pode a gente
Crer e esperar n'alguma suavidade:
Crer no doce consolo da saudade
E esperar do descanso eternamente.
Junto aos mortos, por certo, a fé ardente
Não perde a sua viva claridade;
Cantam as aves do céu na intimidade
Do coração o mais indiferente.
Os mortos dão-nos paz imensa à vida,
Não a lembrança vaga, indefinida
Dos seus feitos gentis, nobres, altivos.
Nas lutas vãs do tenebroso mundo
Os mortos são ainda o bem profundo
Que nos faz esquecer o horror dos vivos.
E como vamos estudar o Simbolismo, nada melhor que um poema do Baudelaire. E que venham Cruz e Sousa, Camilo Pessanha e todos os outros. :)
CORRESPONDÊNCIAS - CHARLES BAUDELAIRE (FRANÇA, 1857)
A natureza é um templo onde vivos pilares
Podem deixar ouvir confusas vozes: e estas
Fazem o homem passar através de florestas
De símbolos que o vêem com olhos familiares
Como os ecos além confundem seus rumores
Na mais profunda e mais tenebrosa unidade,
Tão vasta como a noite e com a claridade,
Harmonizam-se os sons, os perfumes e as cores.
Perfumes frescos como carnes de criança
Ou oboés de doçura ou verdejantes ermos
E outros ricos, triunfais e podres na fragrância
Que possuem a expansão do universo sem termos
Como o sândalo, o almíscar, o benjoim e o incenso
Que cantam dos sentidos o transporte imenso.
CORRESPONDÊNCIAS - CHARLES BAUDELAIRE (FRANÇA, 1857)
A natureza é um templo onde vivos pilares
Podem deixar ouvir confusas vozes: e estas
Fazem o homem passar através de florestas
De símbolos que o vêem com olhos familiares
Como os ecos além confundem seus rumores
Na mais profunda e mais tenebrosa unidade,
Tão vasta como a noite e com a claridade,
Harmonizam-se os sons, os perfumes e as cores.
Perfumes frescos como carnes de criança
Ou oboés de doçura ou verdejantes ermos
E outros ricos, triunfais e podres na fragrância
Que possuem a expansão do universo sem termos
Como o sândalo, o almíscar, o benjoim e o incenso
Que cantam dos sentidos o transporte imenso.
(imagem simbolista)
Todas as palavras tomadas literalmente são falsas. A verdade mora no silêncio que existe em volta das palavras. Prestar atenção ao que não foi dito, ler as entrelinhas. A atenção flutua: toca as palavras sem ser por elas enfeitiçada. Cuidado com a sedução da clareza! Cuidado com o engano do óbvio!
(Rubem Alves).
Esta é a Ementa da disciplina de Literatura Brasileira do 6º período do curso de Letras/Português da UNIMONTES (Universidade Estadual de Montes Claros).
Disciplina: Literatura Brasileira do Simbolismo às tendências contemporâneas
Ementa: A Poética Simbolista, tendências pré-modernistas, Vanguardas Européias e a Semana da Arte Moderna.
Objetivos Gerais: Compreender a Literatura Brasileira do final do séc. XIX, enfocando o Simbolismo e as Vanguardas Europeias, até a Semana da Arte Moderna. Além disso, criar condições acadêmicas que estimulem uma atitude crítica e reflexiva.
Objetivos específicos:
1° Proporcionar uma visão da Literatura Brasileira em seu desdobramento teórico, histórico e crítico.
2° Estudar as manifestações literárias a partir do Simbolismo até a Semana da Arte Moderna.
3° Desenvolver formação crítica no exercício da análise textual e no estudo histórico e teórico dos períodos abordados.
Vamos acompanhar? Estou ansiosa!
Disciplina: Literatura Brasileira do Simbolismo às tendências contemporâneas
Ementa: A Poética Simbolista, tendências pré-modernistas, Vanguardas Européias e a Semana da Arte Moderna.
Objetivos Gerais: Compreender a Literatura Brasileira do final do séc. XIX, enfocando o Simbolismo e as Vanguardas Europeias, até a Semana da Arte Moderna. Além disso, criar condições acadêmicas que estimulem uma atitude crítica e reflexiva.
Objetivos específicos:
1° Proporcionar uma visão da Literatura Brasileira em seu desdobramento teórico, histórico e crítico.
2° Estudar as manifestações literárias a partir do Simbolismo até a Semana da Arte Moderna.
3° Desenvolver formação crítica no exercício da análise textual e no estudo histórico e teórico dos períodos abordados.
Vamos acompanhar? Estou ansiosa!
Existe um universo encoberto, oculto. Não o das palavras mostradas, abertas, conhecidas. Mas o mundo das palavras avessas, mudas, quietas. Necessitamos de vozes que se levantem para descobrir o lado misterioso das palavras. Se você é poeta (de profissão ou alma) aqui é o seu lugar. Não que seja uma tarefa fácil, mas prazerosa... isso com toda certeza! Palavras: eis o nosso mundo!
"Penetra surdamente no reino das palavras.
Lá estão os poemas que esperam ser escritos
Ei-los sós e mudos, em estado de dicionário.
Chega mais perto e contempla as palavras.
Cada uma
Lá estão os poemas que esperam ser escritos
Ei-los sós e mudos, em estado de dicionário.
Chega mais perto e contempla as palavras.
Cada uma
Tem mil faces secretas sob a face neutra
e te pergunta, sem interesse pela resposta,
pobre ou terrível, que lhe deres.
Trouxeste a chave"?
e te pergunta, sem interesse pela resposta,
pobre ou terrível, que lhe deres.
Trouxeste a chave"?
(Carlos Drummond de Andrade)
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