segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

E como vamos  estudar o Simbolismo, nada melhor que um poema do Baudelaire. E que venham Cruz e Sousa, Camilo Pessanha e todos os outros. :)

CORRESPONDÊNCIAS - CHARLES BAUDELAIRE (FRANÇA, 1857)

A natureza é um templo onde vivos pilares
Podem deixar ouvir confusas vozes: e estas
Fazem o homem passar através de florestas
De símbolos que o vêem com olhos familiares

Como os ecos além confundem seus rumores
Na mais profunda e mais tenebrosa unidade,
Tão vasta como a noite e com a claridade,
Harmonizam-se os sons, os perfumes e as cores.

Perfumes frescos como carnes de criança
Ou oboés de doçura ou verdejantes ermos
E outros ricos, triunfais e podres na fragrância

Que possuem a expansão do universo sem termos
Como o sândalo, o almíscar, o benjoim e o incenso
Que cantam dos sentidos o transporte imenso.




(imagem simbolista)


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